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terça-feira, 19 de setembro de 2017


Informação Nº3 CT 2016

Pagamento dos Descansos Compensatórios

A CT informou, em comunicados anteriores, da intenção da empresa ressarcir monetariamente todos os Trabalhadores dos descansos compensatórios vencidos, acumulados e não gozados. A forma encontrada teve o nosso aval, ficando o CA/DRH de dar informação a todos os Trabalhadores da forma como a mesma se iria efetivamente processar.

 
Em reunião com o CA, foi referido à CT:


1.      O ponto de situação com o apuramento global do número de dias de folgas por gozar, número de Trabalhadores e estimativa orçamental em causa;

2.      Era do interesse da empresa privilegiar o gozo das folgas de compensação vencidas, acumuladas e não gozadas;

3.      Caso não fosse possível, aos Trabalhadores cujos dias de descanso excedam os 10 dias poderiam ser remidos a dinheiro, a pedido, por escrito, do Trabalhador ao Diretor;

4.      Relativamente ao limite de 10 folgas, foi-nos comunicado que surgiu por solicitação das direções e chefias, para que pudessem ser gozadas de comum acordo, até ao final do ano. 

Face às dúvidas entretanto surgidas sobre a calendarização e processo de implementação, na última reunião a CT foi informada que o processo de pagamento de descansos compensatórios já se encontra nas “mãos” dos Diretores e Chefes de gabinete.

Contudo, à CT continuam a chegar informações que sugerem diferentes interpretações nas diversas Direções sobre a aplicação desta medida. E sobre as discrepâncias já  identificadas, a CT solicitará o devido esclarecimento na próxima reunião com o CA para posterior comunicação aos Trabalhadores.

Não entende a CT a forma como este processo está a ser implementado em algumas unidades, nomeadamente na correcta comunicação ou a falta dela aos Trabalhadores, primeiros interessados no processo, patente na forma dispare como cada unidade está a tratar da situação.


Apelamos a TODOS que exponham os casos que não tenham o tratamento que a CT explanou.

 

A Comissão de Trabalhadores

13/06/2016

 

quarta-feira, 11 de maio de 2016


Informação Nº 2_CT 2016

CÊNTIMOS RESTANTES

 

O projeto, “Cêntimos Restantes”, nasce com a necessidade de ajudar a Mariana. Terminada a campanha “Vamos ajudar a Mariana” e com os resultados conseguidos, reforçamos a ideia que este é um projeto que se deseja de continuidade. À data, este movimento/projeto, já superou mais de 200 adesões, número que a todos deve orgulhar sendo, no entanto, nossa convicção que será possível crescer muito mais.

Nesta campanha, como anunciámos anteriormente, fizemos uma entrega intercalar de 1000€ (mil euros), e iremos fazer uma última transferência, no valor de 900€ (novecentos euros), valor em saldo no final de março, data anunciada para a sua conclusão. Com este valor de 1900€ (mil e novecentos euros), foi possível ajudar a suprir algumas necessidades mais prementes e assim acrescentar alguma qualidade de vida a esta criança, atenuando igualmente o sofrimento dos que lhes são mais próximos.

Relembrando a nossa informação anterior, onde divulgámos as linhas mestras do projeto e agora que a 1ª campanha chegou ao fim, agradecemos que nos sinalizem situações que se enquadrem no espírito deste projeto para podermos dinamizar nova campanha.

Não podemos deixar de salientar que com alguns cêntimos por mês, a cada um de nós, podemos unidos, fazer toda a diferença em situações extremas.

Por fim dizer que este projeto não é da CT nem da Empresa, é de todos, e se hoje, solidariamente estendemos a mão e entregámos felicidade e dignidade a esta criança, o amanhã será certamente melhor.

A todos quantos contribuíram a Mariana deixa um enorme beijinho de agradecimento


A Comissão de Trabalhadores



 

___________________________

Comunicado Nº2_CT 2016
Avaliação de Desempenho


 
O Sistema Integrado de Desenvolvimento (SID) visa o desenvolvimento profissional dos Trabalhadores, promovendo a gestão dos seus Recursos Humanos nas suas diferentes vertentes, permitindo a melhoria contínua do desempenho de cada Trabalhador e das estruturas onde se encontram inseridos, concretizando-se no limite, a otimização de toda a estrutura da empresa de acordo com a sua estratégia.

No entanto, com ele, a empresa pretende conhecer o desempenho dos seus Trabalhadores e identificar possíveis carências e/ou necessidades de formação.

O SID, em teoria, foi concebido para aproveitar o potencial endógeno dos seus Recursos Humanos, conhecer e estruturar as necessidades de desenvolvimento e de formação individual e de grupo. Sendo que um dos objetivos do sistema será proporcionar aos Trabalhadores um desenvolvimento profissional que privilegie o conhecimento e permita a melhor adequação entre Trabalhadores e funções, potenciando o desempenho da Empresa.

O Sistema Integrado de Desenvolvimento - SID engloba as seguintes componentes:

  1. Avaliação de desempenho - AD;
  2. Avaliação de potencial - AP;
  3. Necessidades de desenvolvimento - ND.

Atendendo à importância do tema, pelo impacto direto no desenvolvimento profissional de cada um de nós, abordaremos neste comunicado a Avaliação de Desempenho, englobada no SID.

Na Avaliação de Desempenho, recolhe-se a informação sobre o cumprimento dos objetivos e as competências demonstradas ao longo do ano no desempenho da função.

Considerando, por um lado, a importância destes factos no presente (remunerações) e no futuro (fundo de pensões) e, por outro que a classificação obtida impacta diretamente na progressão profissional de cada um de nós, importa que:

  • Cada avaliado seja conhecedor da essência do sistema nomeadamente:
    • Os objetivos que a empresa espera que atinja;
    • As bases e critérios de avaliação da sua performance;
    • Timing das avaliações; 
  • Os avaliadores sejam, o mais possível, independentes, transparentes, justos e usem de equidade;
  • Que os avaliados se revejam nas respetivas avaliações e classificações atribuídas;
  • Que os objetivos propostos sejam quantificáveis e mensuráveis e que estejam na esfera de influência de cada um.
Não obstante, somos conhecedores que, em algumas direções, os resultados têm sido distorcidos, constatando-se: a aplicação de critérios não comparáveis entre unidades similares; evidências de aplicação de critérios não quantitativos e mensuráveis; os timings previstos no desenho da AD não têm sido respeitados, em algumas situações; constata-se a persistência de Trabalhadores sem a Avaliação e, consequentemente, sem definição de objetivos concretizados. Estes factos, em nosso entender, colocam em causa a credibilidade do sistema, constituindo-se como fatores de injustiça e desmotivação dos Trabalhadores.


Quando obtidos junto do CA e analisados os dados gerais de 2014 e comparando-os com o modelo orientativo - curva de Distribuição Normal na Avaliação Global de Desempenho do Guia Integrado de Desenvolvimento - concluímos, conforme mostra o gráfico:

  • Que o número de Trabalhadores dentro da classificação 3 excedeu em 18% o expectável como normal;
  • Que o número de Trabalhadores com classificações entre 4 e 5, ficou abaixo do expectável
  • As avaliações entre 2 e 3.5 excedeu a curva teórica.










Dado que a maior percentagem de Trabalhadores se encontrarem avaliados com classificações entre [3-3.9] e daqui poder resultar, ou não, a progressão normal nas carreiras, solicitamos a distribuição efetiva dos Trabalhadores enquadrados nas avaliações entre [3-3.4] e [3.5-3.8].

Apesar da nossa insistência, estes dados ainda não nos foram disponibilizados dificultando-nos um maior conhecimento da realidade.

Relativamente aos dados de 2015, foram-nos dados na última reunião. Anexam-se na tabela infra, comparados com os dados de 2014.

Ano de 2014
Ano de 2015
Classificação
Percentagem Trabalhadores
Percentagem Trabalhadores
ENTRE 4,5 e 5
8%
3,8%
Entre 4 e 4,4
20%
30%
Entre 3 e 3,9
69%
63,3%
Entre 2 e 2,9
3%
2,3%
Entre 0 e 1
-----
0,1%


Foram solicitados dados adicionais ao CA, nomeadamente dados por categoria e direção de forma a ser possível a comparação entre pares e direções.

Pela nossa análise, dos dados disponibilizados, a empresa comprimiu as avaliações no ano de 2014 para valores que torna difícil ou mesmo impossível a passagem de nível, em dois anos, para muitos Trabalhadores. Fomos informados que subirão, este ano, 245 trabalhadores, mas não sabemos quantos Trabalhadores, fruto da compressão das avaliações em 2014, não vão poder subir.

A empresa usa a AD apenas para fins de redução e controlo da massa salarial e não mostra qualquer tipo de preocupação com as outras duas componentes do SID, a AP e ND que são de grande importância para os Trabalhadores desenvolverem as suas potencialidades, e consequentemente melhorar seu desempenho.

A Avaliação de desempenho é hoje um instrumento determinante no percurso de todos os Trabalhadores, pelo que a CT se manterá atenta a todo este processo, sabendo que o sistema não é perfeito e que interessa a bem de todos, Empresa e Trabalhadores, melhorá-lo.

A melhoria só será possível com o feedback dado por todos vós.


Por isso, participa ativamente no processo


A Comissão de Trabalhadores­­

quinta-feira, 21 de abril de 2016


Comunicado nº 1/2016


Novas Admissões anunciadas


Foi, desde sempre, entendimento da CT que o excessivo número de horas de Trabalho Suplementar (TS) não servia o propósito de fazer face a um acréscimo transitório de trabalho. Ao contrário, evidenciava uma clara necessidade de mão-de-obra no seio da empresa. Tal facto, sempre o afirmamos, deveria ser colmatado pela contratação e criação de novos postos de Trabalho/admissões. Por outro lado, da análise dos mapas de TS sempre resultou claro que, a sua distribuição não cumpria o requisito legal de equidade na distribuição pelos Trabalhadores.


Destas evidências, fomos sistematicamente dando nota ao digníssimo CA através das ferramentas que dispomos.

Se, sistematicamente, as nossas preocupações pareciam não ter a recetividade que entendíamos necessária e desejável, congratulamo-nos agora com o reconhecimento deste problema por parte da Administração. Para tanto, concorreu a constatação, resultado de uma auditoria ao TS, da dimensão das folgas de compensação não gozadas (consequência do TS prestado) e, das quais resultam valores “inimagináveis” que exigem uma ação imediata, estruturante e definitiva.

No que às folgas de compensação diz respeito, divulgámos em comunicado anterior e segundo informação do CA, que deveriam ser gozadas até ao final do mês de março. Caso assim não fosse, estaria a Administração disponível para o seu pagamento. Ultrapassada que está a data estipulada para o efeito, foi-nos comunicado que o valor a pagar respeitará o estipulado pelo AE. A forma encontrada teve o nosso aval, pelo que, muito em breve, saíra uma informação a todos os Trabalhadores emanada pelo CA/DRH da forma como a mesma se irá efetivamente processar.

E pagar a divida acumulada, fazendo um reset ao TS, sem atacar a origem do problema era de todo contraproducente, ilógico até. Nesse sentido, anunciou o CA que irá criar para já 47 novos postos de trabalho, com o intuito de colmatar as necessidades de serviços/setores, onde o trabalho extraordinário é elevado. Acreditamos que esta medida pode minimizar dentro do razoável a problemática do TS, facto, que saudamos.


A Comissão de Trabalhadores

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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Informação Nº 1_CT 2016
CÊNTIMOS RESTANTES

Lançado o projeto Cêntimos Restantes, e perante algumas dúvidas que nos foram dirigidas, vimos esclarecer que, o referido projeto visa dar resposta a situações para os quais fomos sensibilizados.
Foi pensado enquanto projeto de continuidade, assim seja a vontade de todos, os que solidariamente participam, para benefício de todos quantos forem sinalizados por nós, ou por qualquer Trabalhador aderente, que deles nos dê conhecimento. Concretizando, o projeto operacionaliza-se da seguinte forma:

1.       A adesão é feita através do preenchimento de formulário próprio, dirigido à nossa Direção de Recursos Humanos e enviar o referido formulário para o endereço CAPessoal@ana.pt
2.       O projeto consiste no arredondamento do ordenado de cada Trabalhador da ANA à unidade de euro imediatamente abaixo, no máximo de 0,99€ (noventa e nove cêntimos).
3.       Por cada trabalhador que aderir ao projeto, a empresa doará mensalmente valor igual ao correspondente arredondamento individual, até ao limite de 0,99€.
4.       Cada aderente tem a hipótese de acrescer valor que achar conveniente, além do arredondamento. No entanto esse valor não será coberto pela comparticipação da Empresa
5.       O acervo de donativos angariados pelo projeto “Cêntimos Restantes” será canalizado para uma conta bancária gerida pela Comissão de Trabalhadores da ANA e terá como fim único e exclusivo ações e campanhas de caráter social.
6.       As referidas ações e campanhas carecem de aprovação unânime dos membros da Comissão de Trabalhadores, sendo as mesmas dadas a conhecer em tempo útil à Comissão de Gestão e ao universo de Trabalhadores.
7.       As campanhas só serão efetivamente operacionalizadas, se 15 dias após a comunicação aos Trabalhadores, nenhum aderente faça oposição à mesma. 
8.       Todos os aderentes terão acesso em qualquer fase, a toda a informação do projeto, nomeadamente ao extrato da conta e seus movimentos.
9.       À CT cabe ainda o papel de dinamizar o projeto, e assumir total responsabilidade na gestão da conta criada para o efeito, tendo como base o cumprimento do procedimento anteriormente divulgado.
A primeira campanha “Vamos ajudar a Mariana” ainda a decorrer, inicialmente prevista para terminar no final do ano, foi prolongada por mais 3 meses devido ao atraso no arranque do projeto.
No cumprimento da transparência que desejamos para este projeto, e por respeito às necessidades primárias desta família, nos cuidados indispensáveis à Mariana, informamos que foi já efetuado um donativo parcelar, no valor de Mil € (1000€).
Só foi possível apurar esta verba pelos contributos acima referidos e pelos donativos extraordinários que foram efetuados.
Esta CT congratula-se com a adesão de 164 trabalhadores, bem como da participação da Empresa, que desde a 1ª hora colaborou, apoiou e comparticipou.

Convictos que as situações, para as quais o projeto se direciona, muitas vezes estão mais próximas de nós do que aquilo que imaginamos e, da possibilidade de a qualquer momento sermos nós o alvo de circunstâncias inesperadas e difíceis, convidamos, mais uma vez, todos os Trabalhadores, que ainda não se solidarizaram com o projeto, a juntarem-se a nós!

  A Comissão de Trabalhadores
https://www.facebook.com/CT-ANA-SA

sábado, 7 de novembro de 2015


COMUNICADO nº3_2015
                                                                                                Suplementar Trabalho


A Comissão de Trabalhadores, dentro do seu âmbito de atuação, não tem visado o documento da relação do Trabalho suplementar (TS), enviado anualmente pela Empresa à CT, emitindo mesmo parecer negativo. Desde logo, verificamos a existência de um elevado número de horas efetuadas em TS, contrariando inclusivamente o disposto na lei Geral e plasmado no código de trabalho, nomeadamente no art.º227º,1 que diz:

ü  O TS só pode ser prestado quando a empresa tenha que fazer face a acréscimo eventual e transitório de trabalho e não se justifique para tal a admissão de trabalhador.

Na sua génese, o legislador ao quantificar o valor hora a pagar pelo TS, fê-lo tendo em conta duas premissas fundamentais:

  1. Ressarcir condignamente o Trabalhador pela disponibilidade assumida ao prestar esse trabalho extra, levando em linha de conta os transtornos pessoais, familiares de saúde e outros associados ao TS.
  2. Desincentivar as Empresas ao recurso do TS, taxando-o a um o valor muito acima do praticado relativamente ao Trabalho em horário normal, alavancando assim as organizações a apostarem na admissão de pessoal em detrimento do TS.

Pese embora as últimas alterações ao código do trabalho apontem em sentido inverso do que aqui relembramos, na sua génese, a lei mantém o mesmo espírito.

Assim, é entendimento da CT, que o excessivo número de horas de TS, não consubstancia um acréscimo transitório de trabalho, é sim e claramente demonstrativo da necessidade de mão-de-obra, a qual deveria ser colmatada pela contratação e criação de novos postos de Trabalho/admissões.

Da análise efetuada pela CT à relação do Trabalho suplementar prestado por cada direção, serviço e categoria profissional verificou-se, em alguns casos, uma distribuição não equitativa pelos Trabalhadores em iguais condições de prestação, contrariando neste caso o disposto no Acordo de Empresa.

Durante este processo e desde que tomamos posse, fomos recebendo feedback dos Trabalhadores, alertando-nos para a impossibilidade de gozar as suas folgas de compensação, como o previsto na Lei/AE. Ou ainda, em detrimento ao gozo, alguns Trabalhadores face ao elevado número de compensações adquiridas solicitaram às respetivas direções, ressarcimento em dinheiro, situação para a qual não obtiveram resposta.

Do exposto, fomos dando nota, nas reuniões com o CA, ficando o assunto registado e anotado para análise.

Posteriormente, fomos informados pelo CA, na pessoa do seu Administrador Delegado, que havia sido feita uma auditoria ao TS, das suas conclusões referiu terem sido apurados um número de horas acumuladas (Compensações), muito maior do que o expetável.

Assim, reconhecido o problema, informaram-nos que iriam ser dadas instruções às direções, para permitir que os Trabalhadores (caso seja possível) gozassem as folgas de compensação até 31 de março. Caso contrário, as compensações serão pagas, em dinheiro, aos Trabalhadores que optem por esta modalidade a partir dessa data.

Cada Trabalhador terá oportunidade de, caso a caso, informar a empresa se está interessado em ser ressarcido em dinheiro, quer da totalidade das folgas adquiridas ou parte delas. Se não for vontade do Trabalhador em ser ressarcido continuará com o acumulado de folgas, gozando-as de acordo com a disponibilidade atual.

Para concluir, referir que, o CA ao reconhecer o problema quantificou-o e emanou instruções que visam a sua resolução no imediato. No entanto, tais medidas não serão de todo suficientes, se o problema do TS não for corrigido na sua origem. O CA aludiu estar perfeitamente ciente do referido, pelo que é intenção, encontrar soluções que visem a resolução do problema, não permitindo que tal situação se volte a colocar novamente num futuro próximo.


A Comissão de Trabalhadores

outubro de 2015
 
COMUNICADO 2_2015
 
Que avaliação …
 
Terminado que está o processo do Sistema Integrado de Desenvolvimento (SID) do ano 2014, de que faz parte o sistema de Avaliação de Desempenho (SAD), há a referir:
·      Após a publicação do novo AE a evolução dos Trabalhadores nas suas carreiras profissionais, passam a estar intrinsecamente ligadas à SAD, materializando-se numa alteração de paradigma na organização, com o qual o SAD não pode, como no passado, pautar-se pela falta de transparência e discricionariedade;
·      Como sabemos, a SAD de 2014, foi dinamizada sem definição prévia de objetivos. Ainda assim, estranhamente, nesta componente com um peso considerável, avaliou-se de forma puramente discricionária e inaceitável; 
·      Dá-se igualmente nota do protesto para o facto das avaliações estarem previamente subordinadas a um sistema de quotas (negado pelo CA), independentemente do mérito que um trabalhador possa ter demostrado, por um lado, e da realidade orgânica onde se insere, por outro. Solicitamos, portanto, ao CA dados globais, por Direção e categoria profissional, que afiram a equidade de tratamento e desenvolvimento de cada Trabalhador;
·      Inquestionável é que os resultados decorreram de uma análise comparativa entre pares, não estando, no entanto, assegurada a transparência do processo.
Do atrás exposto, e já com manifestações de insatisfação nas avaliações obtidas, podemos hoje concluir que no final deste exercício estamos confrontados com desigualdades e injustiças entre avaliados, por força de aplicação de algumas arbitrariedades nos processos de avaliação individual. É evidente um mau estar generalizado entre Trabalhadores e entre estes e avaliados.
Exige-se, assim, que a SAD de 2015, decorra de forma mais justa e transparente, permitindo alinhamento dos trabalhadores com a estratégia da Empresa. Tal, infelizmente, não reporá a injustiça espelhada na estagnação irreversível nas carreiras de muitos Trabalhadores, assim como, no reflexo direto ao nível remuneratório: imediato (salários) e progressões; futuro (Fundo Pensões e benefícios da Segurança Social).
Face à importância e consequências do processo SAD na vida profissional de todos nós, Trabalhadores da ANA, apelamos a todos para uma participação ativa em todas as fases do processo, comentando assertivamente a avaliação sempre que tal se justifique.
A CT continua a acompanhar as situações individuais que nos têm chegado.
 
A Comissão de Trabalhadores
9 de julho 2015
 

 
COMUNICADO 1_2015
 
Para onde DESCOLOU o nosso dinheiro?
 
A Comissão de Trabalhadores, desde sempre, alertou e reclamou, junto do Conselho de Administração da ANA (CA) e Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações (SE), para a devolução dos cortes salariais a que estivemos obrigados entre janeiro e setembro de 2013, por força das restrições do Orçamento de Estado.
 
Nas reuniões entre a CT, CA e tutela nunca nos foi desmentido o direito à respetiva devolução dos cortes, nem demonstrado o seu contrário. E dessas posições a CT deu conhecimento público através dos diversos Comunicados, ao longo dos Anos de 2012, 2013 e 2014.
Das várias versões que nos foram comunicando como forma de resolução do assunto em questão (recordamos os comunicados de 2013 e 2014), por último fomos confrontados com a versão de que afinal não há lugar a devolução alguma, uma vez que tais verbas ficaram incluídas/diluídas no valor da concessão paga pela VINCI.
Perante estes novos dados e esgotado o assunto junto do CA, solicitámos reunião com a tutela, tendo sido recebidos somente no mês passado, após vários meses de espera, pelo Chefe de Gabinete, do SE, Dr. Carlos Lopes.
Sobre o assunto que nos levou, reportamos a desvalorização do assunto pelo Sr. Chefe de Gabinete, refletidas na falta de respostas que ajudasse ao esclarecimento cabal e definitivo desta reclamação dos Trabalhadores da ANA, S.A.
A transparência do processo está desde a primeira hora comprometida pela falta de vontade em fornecer à CT, TODA a documentação referente ao processo de privatização, que desde a primeira hora solicitámos e que esta CT tem direito por inerência.
Continuando convictos de que as verbas em questão são devidas aos trabalhadores da ANA, S.A, nesta data e sem concluirmos onde estão ou ficaram inscritas, percebemos que as referidas verbas saíram do radar e Aterraram em parte “incerta”. Assim, só podemos concluir que de facto esta matéria foi tratada sem o cuidado e interesse que Trabalhadores ANA deveriam e devem merecer.
Afirmamos para concluir, que mais esta injustiça, somada ao tratamento que fomos alvo desde 2011, prova sem qualquer margem de dúvidas que os Trabalhadores da ANA, foram e continuam a ser negativamente diferenciados, relativamente ao restante setor da Aviação.
A Comissão de Trabalhadores
abril de 2015
 
 
 

domingo, 23 de agosto de 2015

CÊNTIMOS RESTANTES


A existência de casos, muitas vezes tão dramáticos quanto desconhecidos, em que a última esperança reside no apoio da sociedade civil, levou a Comissão de Trabalhadores da ANA, em colaboração com a empresa, a lançar «mãos à obra» e abraçar um projeto de solidariedade específico, destinado a beneficiar crianças e famílias carenciadas ou necessitadas de cuidados muito específicos.
O projeto intitula-se “Cêntimos Restantes” e, apesar de beneficiar de modelos já testados e operacionalizados pelas designadas «grandes superfícies», pretende dar corpo a novas formas de intervenção solidária, em tempo útil e com um carácter de proximidade.
O projeto é simples: consiste no arredondamento do ordenado de cada trabalhador da ANA à unidade de euro imediatamente abaixo, no máximo de 0,99€ (noventa e nove cêntimos). É, no entanto, disponibilizada a possibilidade, a quem assim entender, de acrescer a importância que desejar ao valor a arredondar.
Por cada trabalhador que aderir à campanha, a empresa doará mensalmente valor idêntico ao correspondente arredondamento individual, até ao limite de 0,99€, o que, tendencialmente, duplicará todos os meses a totalidade da importância angariada a título de arredondamentos.
A adesão é feita através do preenchimento de formulário próprio, dirigido à nossa Direção de Recursos Humanos e a remeter para o endereço CAPessoal@ana.pt.
O acervo de donativos angariados pelo projeto “Cêntimos Restantes” será canalizado para uma conta bancária gerida pela Comissão de Trabalhadores da ANA e terá como fim único e exclusivo ações e campanhas de caráter social.
As referidas ações e campanhas carecem de aprovação unânime dos membros da Comissão de Trabalhadores, sendo as mesmas dadas a conhecer em tempo útil à Comissão de Gestão e ao universo de trabalhadores. A Comissão de Trabalhadores espera, para além da natural adesão ao projeto, o acompanhamento próximo do universo de trabalhadores.
Nas palavras da Comissão de Trabalhadores, «na significativa adesão dos trabalhadores ao projeto, estará obviamente a chave do sucesso do mesmo e a oportunidade de todos sermos muito mais que a simples soma individual das partes, contribuindo assim consideravelmente para que, juntos, possamos fazer a diferença»
Agradecendo «o empenho solidário por parte da empresa, idêntico à comparticipação dos trabalhadores, assim como aos serviços envolvidos que possibilitam com o seu trabalho a operacionalização deste projeto» a Comissão de Trabalhadores inicia na ANA esta nova abordagem à temática da solidariedade, lançando internamente a primeira campanha de solidariedade «Vamos Ajudar a Mariana».
Veja também como “Vamos Ajudar a Mariana”.
“Vamos Ajudar a Mariana”
De mãos dadas com o arranque do projeto “Cêntimos Restantes”, está o lançamento da campanha “Ajudem a Mariana” e que esteve na génese da ideia do projeto “Cêntimos Restantes”.
• A Mariana é uma menina de cinco anos que sofre de Doença (encefalopatia hipóxido-isquémica neonatal, vulgo Paralisia cerebral, com incapacidade declarada de deficiência de 93%) que impõe cuidados, custos e dedicação de tempo acrescidas por parte dos pais;
• A Mónica é a mãe da Mariana e é doente oncológica – cancro de mama;
• A Mónica, é filha de um ex-funcionário da ANA entretanto reformado;
• O Nuno, pai da Mariana e marido da Mónica é funcionário da LocalForce, empresa que presta serviço à ANA na gestão dos nossos armazéns, sendo responsável de armazém.
Poderão ver e seguir a extraordinária demonstração de amor e dedicação destes pais à sua filha em:
www.facebook.com/ajudemamariana
Colabora e ajuda, efetivando o teu donativo para a conta Banif: NIB:
0038 0000 40890031771 25
A tua participação fará toda a diferença.
A Mariana e os seus pais que são sem dúvida um exemplo para todos nós, merecem!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Um Mar de Preocupações


COMUNICADO 6_2014

Um Mar de Preocupações

No passado mês uma representação da CT deslocou-se e realizou nos Aeroportos da Madeira dois plenários, onde teve a oportunidade de ouvir de viva voz as inquietações e ansiedades, dos Trabalhadores, resultantes do processo de fusão por incorporação da ANAM na ANA
No que concerne à propalada adequação dos Recursos Humanos, nos Aeroportos da Madeira, das inúmeras queixas e reclamações que auscultámos damos nota das mais recorrentes:
Ø  Falta de informação e muito contrainformação;
Ø  Notícias alarmistas na Comunicação Social, não desmentidas pela Empresa;
Ø  Abordagens inadequadas, feitas de forma genérica, deixando no ar a dúvida e a incerteza;
Ø  Plano estratégico desconhecido adensando a incerteza entre os Trabalhadores;
Ø  Alteração radical na política de incentivos na pós-fusão;
Ø  Trabalhadores afetos à função pública, cuja realidade é distinta, ainda mais inseguros em relação ao futuro;
Ø  Pressão e ameaças de despedimento por extinção do posto de trabalho.

Relembramos o que nos foi dito à data do processo de privatização pelo Sr. SE Sérgio Monteiro, garantiu-nos que VINCI não despediria Trabalhadores, antes pelo contrário ainda ia criar emprego, aliás foi esta uma das razões que levou o estado Português a escolher a VINCI.
A Vinci quando adquiriu a concessão em rede dos Aeroportos conhecia detalhadamente a realidade com que se tinha comprometido:
Ø  Existência de um serviço público que teria que assegurar;
Ø  Realidade das diversas economias subjacentes às atividades de gestão de cada Aeroporto gerido pela ANA.
Por tudo isto é totalmente incompreensível a alteração na política de recursos humanos, na pós-fusão, sentida na pele pelos colegas Trabalhadores dos Aeroportos da Madeira.
Importa no imediato que a Empresa sinta as reais preocupações dos Trabalhadores, sem filtros e atue de forma a Tranquilizar o Universo de Trabalhadores, caso contrário, percecionamos um processo dramático não só para os Trabalhadores, mas também para a Empresa.
A CT entende com este processo de fusão novos desafios se colocarão, contudo os Trabalhadores deverão ser sempre parte da solução e não parte do problema. Esta Comissão de todos os Trabalhadores disponibiliza-se, como sempre, para apresentar sugestões que mantenham a paz social, em sede própria, para situações individuais e coletivas.                           

 A Comissão de Trabalhadores

2 de dezembro de 2014